Biossegurança:
a limpeza do consultório odontológico
Com
a grande exposição do cirurgião-dentista
e demais funcionários da clínica
a uma grande variedade de microorganismos
oriundos de sangue e saliva dos pacientes,
tem-se tido uma grande preocupação
com a biossegurança dos clientes.
Entre um atendimento e outro, deve acontecer
a desinfecção do ambiente
do consultório e dos equipamentos
odontológicos utilizados. Isto porque
todas as partes do equipamento tocadas antes,
durante e após o atendimento podem
ser focos de infecção, como
por exemplo, interruptor do refletor, comando
da cadeira, seringa tríplice, sugador,
micro-motor, alta rotação
e outras peças e equipamentos.
Para que a desinfecção aconteça
de forma eficaz é necessário,
inicialmente, que seja realizada a limpeza,
que pode ser definida como sendo a remoção
física dos detritos ou fluídos
orgânicos coagulados (carga orgânica),
das superfícies do consultório.
Apenas esta remoção reduz
muito a quantidade de microorganismos, pois
eles ficam aderidos á matéria
orgânica removida da boca do paciente
através do sangue, saliva ou pela
mão do profissional. O ambiente de
trabalho deve ser limpo através de
fricção com água e
sabão. A freqüência para
a realização desse procedimento
varia de acordo com a superfície,
podendo ocorrer logo após sua utilização,
ou duas vezes ao dia após o período
de trabalho.
Dicas
de limpeza de seu consultório
Superfície
Produto
Método
Frêquência
Cadeira
Papel
Absorvente Hipoclorito 1%
Fricção
Após
uso
Mocho
Água
e Sabão
Fricção
2x
ao dia após período
de trabalho
Bancadas
Água
e Sabão
Fricção
2x
ao dia após período
de trabalho
Cuspideira
Água
e Sabão
Fricção
Após
cada atendimento
Equipo
Água
e Sabão
Fricção
2x
ao dia após período
de trabalho
Pontas
Água
e Sabão
Fricção
Enxágue
Após
uso
Piso
Vassoura,
água e sabão Enxágue
Fricção
2x
ao dia após período
de trabalho
Raio-X
Água
e Sabão
Fricção
2x
ao dia após período
de trabalho
Tabela
extraída do site Efoa.br
A
desinfecção do equipamento
e do ambiente consiste na esterilização
química realizada através
da utilização de produtos
químicos com substâncias
á base de fenóis sintéticos,
álcool, hipoclorito de sódio
ou quaternários de amônia,
para logo, em seguida, atender o próximo
paciente. É considerada apenas
como adjuvante dos procedimentos necessários
á prevenção da
infecção, não
podendo ser enquadrada como substituta
para as técnicas de esterilização.
Isto ocorre porque nem todos os agentes
químicos atuam eficazmente
sobre todos os microorganismos, ou
não são adequados aos
materiais.
Os desinfetantes podem ainda ser classificados
em alto nível de atividade
biocida (efetivos contra bactérias,
fungos, esporos, vírus e o
bacilo da tuberculose); nível
intermediário de atividade
biocida (não é ativo
contra esporos bacterianos); baixo
nível de atividade biocida
(não ativo contra o bacilo
da tuberculose, vírus hidrófilos
e fungos).